segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Perdas irreparáveis

Neste final de semana, mais precisamente madrugada de sábado para domingo, perdi um grande amigo, que por pouco tempo não pude salvar, eu explico: ao chegar em casa fui colocar meu carro na garagem e meu cachorro, o Zunky, fugiu, e foi atropelado em poucos minutos. Não que seja uma trajédia a morte de um cachorro perante tantas mortes que acontecem diariamente, por todos os motivos, apesar de tão natural é impressionante sempre. O que me fez refletir é o quanto valorizamos as coisas e pessoas quando já não a temos mais, que baléla não? É mesmo baléla, conversa mais sabida impossível né! Pois agora!! Acontece que é fato isso. O Zunky foi, de todos os cães que eu tive, o que eu menos me apeguei, de propósito, eu não queria gostar muito dele, por puro medo de sofrer como eu sofri quando meu penúltimo cachorro, o Jonny, morreu.

Estamos todos sujeitos a isto, todos os dias. Podemos sair e não voltar, ou ainda que qualquer um dos nossos entes queridos tenha a vida, como a conhecemos, abreviada, sem mais nem menos.

Não sei se eu fiz uma bobagem me poupando de uma amizade como a de um cão, me desculpem os que eu aprecio como amigos pela aparente equiparação, não o é, acontece que por mais rude que eu fosse para com ele, ainda assim tinha o seu amor verdadeiro e esta tolerância não é fácil de se encontrar em humanos.

Não sejamos ingênuos, os cães recebem bastante em troca da amizade humana, já reparou que eles, quase na totalidade, só caçam para se divertir e que se alimentam, literalmente, da bondade e do altruísmo alheio.

Eu sinto a falta dele, sentirei por muito tempo. Os cães sempre acabam por fazer parte da família e assim que se vão deixam um vazio irrecuperável. Bobagem ou não, o fato é que eu sofri menos desta vez.

Uma saudação ao Zunky o agradecimento e a homenagem deste dono que muitas vezes foi omisso com seu fiel amigo.

Saudades....

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